3 de mai de 2016

Hello from: Koh Samed.

A Tailândia, como muitos já devem saber, é conhecida por suas ilhas e praias lindíssimas, paradisíacas. E como quem me acompanha aqui no blog (e na vida) também já deve saber, eu não sou exatamente uma fã de praias... Mas estando aqui, a gente precisa abrir uma exceção, não é? ;)


Por motivos de força maior, eu ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer nenhuma dessas ilhas, mas com o Songkran (ou Festival das Águas) (ou Ano Novo Tailandês, o principal feriado do país), finalmente chegou a hora. :) Fomos passar um final de semana em Koh Samed (ou Ilha Samed) (ou Samet), que não é uma das ilhas mais famosas da Tailândia, mas que com certeza é uma das mais populares na região mais próxima a Bangkok.

Mas não tão próxima assim.

- Como sempre, minha intenção não é fazer um guia de viagem ou coisa que o valha, mas apenas registrar minhas impressões, ok? ;)

Para começo de conversa, é preciso saber que esse tipo de passeio requer algum nível de espírito aventureiro - o que não é exatamente o meu forte, como vocês podem imaginar. /o\ Eis algumas situações para exemplificar este fato:

a) Depois de encarar um longo percurso na van desde Pattaya, tivemos que aguardar no local de saída dos barcos - uma espécie de pequeno porto, que é bem movimentado, bagunçado e EXTREMAMENTE QUENTE(Ah, Tailândia...)

b) Nós optamos por ir de lancha, já que o barco maior partia em intervalos mais espaçados e por isso iríamos demorar mais a chegar; assim sendo, tivemos que embarcar por um píer precário feito de bambu e tábuas podres, cheio de buracos, que balançava perigosamente a cada passo, em cima da água rasa e extremamente suja da beirada. (E, por alguma razão, enquanto eu estava morrendo de medo de despencar daquele troço e cair naquela água nojenta, tinha gente NADANDO não muito longe dali) (Eu ia tirar uma foto daquele arremedo de píer, mas foi tanta confusão que acabei deixando pra lá :P)

c) Quando finalmente consegui entrar na lancha (que, na minha humilde opinião, estava com excesso de lotação), foi a hora de me espremer no meio de completos desconhecidos enquanto tentava me acomodar, achar lugar para a minha mochila, para o colete salva vidas, e por aí vai... #Jesus xD

d) Com a partida da lancha, foi a hora de encarar quicadas e solavancos (acredite, são muitos) por aproximadamente meia hora, que é o tempo de viagem até Koh Samed. Não sei como não saí com as costas roxas de tanto que bati na borda, já que não tinha lugar direito pra segurar. /o\

e) Depois de algumas paradas em outras praias para deixar alguns dos passageiros, finalmente chegamos à praia do nosso hotel (Ao Vongdeuan) e foi a hora de desembarcar - o que, basicamente, consistiu em pular da lancha quando ela parou bem pertinho da areia, de mochila e tudo o mais. Meus shorts ficaram encharcados? Sim. E, mesmo a água batendo apenas na altura dos meus joelhos, eu quase levei um tombo? Claro! Mas e daí, né? Aventuras! \o/

Enfim, depois disso tudo, finalmente chegamos! :)


Confesso que me senti muito rhyca quando vi o hotel, e principalmente quando vi nosso quarto: um bangalô charmoso, literalmente na beira da praia, na areia, todo envidraçado e com vista pro mar azul que estava logo ali, a alguns passos de distância. Realmente lindo.


Mas aí (aventuras! \o/) já não me senti tão rhyca assim quando percebi que não tinha como se livrar de tanta areia por todos os lados. xD Ou quando descobri que estava dividindo o quarto com um Onofle uma lagartixa. Mas não posso reclamar, né? Nós que invadimos a areia, gente, o ambiente era dela mesmo... /o\

Enfim...! ;) Apesar de tantas "aventuras", a verdade é que passamos dias bem gostosos e relaxantes na ilha.  Eu estava com medo de que houvesse muita agitação e banhos de gelo por causa do Songkran, mas acabou sendo bem tranquilo nesse sentido, não fomos surpreendidos por nada desse tipo. Nem tenho muito o que contar, porque foram basicamente dias de ficar de pernas pro ar, relaxando em meio à paisagens bonitas, passeando, apreciando as atrações da ilha - como, por exemplo, shows pirotécnicos ao anoitecer, etc, etc. Não houve muita coisa além disso, já que Koh Samed é relativamente pequena, e foram apenas três dias de viagem no total. Mas foi o suficiente... foram ótimos dias. :)

Koh Samed possui várias praias, todas bonitas, mas a minha preferida com certeza foi Ao Phrao. Essa é a única praia que há em um dos lados da ilha, e por isso, acaba sendo mais reservada. Cercada por morros, com areia branca, águas clarinhas e tranquilas numa temperatura agradável, sombrinhas aqui e ali. Extremamente limpa. Restaurantes com comida boa... Enfim, até eu que não gosto de praia, curti conhecer Ao Phrao. Realmente valeu a pena. 

Ao Prao Beach. Mas já aviso que minha pobre câmera não fez juz à beleza do lugar nessa foto... ;)

Mas, ah... voltando a falar das aventuras... \o/

f) Meu hotel ficava numa praia distante de Ao Phrao. Logo, nos dois dias em que fomos lá, tivemos de pegar um táxi (que não era táxi de verdade, mas sim um songthaew alugado) para conseguir chegar. E se você está achando que, por ser um local turístico, as estradas da ilha estavam em boas condições, você se enganou. E se você acha que os motoristas ligam pra isso, se enganou mais ainda. Andar de songthaew nas ruas de Pattaya é como um passeio no bosque perto do que foi em Koh Samed. Os motoristas corriam, e nós quicávamos mais do que na lancha. Me senti em um rally. Minha dica é: segure-se firme pra não sair rolando do songthaew em uma quicada mais (!) forte. xD

g) Esse é o momento em que irão me chamar de fresca. (Mais, ainda?) Inclusive, quem me segue no Twitter e viu meus comentários na ocasião, já deve ter chamado. :P Mas gente... o que era o café da manhã naquele hotel? Ah, por falar nisso, deixa eu abrir um parêntese para uma curiosidade: café da manhã nos hotéis dessas bandas do mundo não são tão legais (pelo menos pra mim), porque a maior parte do buffet é de comidas orientais: chinesa, indiana, thai... e é comida mesmo, as mesmas coisas mega temperadas e apimentadas que eles comem no almoço, sabe? Acaba que pra nós, ocidentais, não tem tantas opções assim... Especialmente para ocidentais frescas como eu. Mas enfim, além disso: o refeitório era ao ar livre, e OLHA, eu acho que nunca vi tanta mosca na minha vida. #exagerada Sério, que desesperador! Tive que abstrair e espantar muita mosca pra conseguir tomar café da manhã ali. Mas é fato, aqui na Tailândia não dá pra se importar muito com essas coisas, ou então, dependendo do lugar, você vai passar fome. Nessas horas, a melhor coisa é encarnar o lema de que o que não mata, engorda e se jogar. Mas... não curto, não. #blegh

h) Certa noite resolvemos passear pela praia do nosso hotel, onde também há vários outros hotéis, restaurantes, barraquinhas... tudo bem rústico, na beira da praia - mais especificamente na areia, mesmo. :P Pois bem, uma das particularidades das praias daqui é a variação da maré - dá pra ver nas fotos que o mar está bem distante durante o dia, com uma larga faixa de areia, mas à noite ele chega bem mais perto. (Na foto dos meus pés aí em cima: o mar chega até essa parte da areia mais fofa). Daí que nessa noite fomos andando no meio da muvuca das barraquinhas e mesas, a faixa de areia já bem estreita e a maré só subindo. Gente sentada jantando, e a água chegando. Vi pessoas tendo que levantar, arrastando a mesa mais para trás (só que quase não tinha mais espaço) porque as ondas já estavam batendo nos pés deles. E também gente que não estava nem aí, jantando com a mesa semi afundada na água e de boas. Bem louco. Legal pra quem curte, mas no meu caso, eu já estava era doida pra sair dali - porque né, um banho de mar noturno realmente não estava nos meus planos... Enfim. Não foi exatamente fácil, mas consegui voltar sem me molhar. Ufa. :P

E finalmente, a aventura final, já na hora de voltar para casa... ;)

i) Depois de fazer o check-out, ficamos na areia (sempre ela) esperando a lancha (Tata 93) chegar. Fomos os primeiros a embarcar. Dessa vez foi mais tranquilo, nem quase me estabaquei, nem nada. A lancha parou em outras praias, superlotou de novo encheu, e então partimos para o mar aberto de volta ao local de partida. Tudo certo, até que, no meio do caminho... o motor da lancha simplesmente PIFOU. E, basicamente, ficamos à deriva! \o/ #náufraga Tá certo que nem deu pra dar medo, porque aquela área estava super movimentada, a toda momento passava um barco, e tal. Mas olha... digamos que não foi legal ficar ali espremida no meio da galera de mochila e colete, naquele calorão (já que com a lancha parada não corria um ventinho), balançando ao sabor das ondas e já com medo de ficar mareada. Sem falar que né, acho que não seria a melhor hora do meu dia ter que trocar de lancha BALANÇANDO À DERIVA NO MEIO DO MAR. Então, digamos que eu fiquei bastante feliz quando, alguns minutos depois, conseguiram fazer o motor voltar à vida e nos mandamos dali. #oremos :P

Ah, aventuras! :P
- - - - -

Enfim. Valeu a pena ter conhecido Koh Samed.  De fato houve muitas "aventuras", especialmente para uma pessoa chata fresca sensível como eu. :P Mas acho que elas fazem parte do conjunto - turismo na Tailândia tem dessas coisas, às vezes... Nenhum demérito, só uns causos extras pra contar, mesmo. ;)

No mais, pretendo conhecer outras ilhas, eventualmente. Depois conto aqui. ;)

Beijos!  

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