13 de out de 2015

Não me dê só parabéns.

Hoje é 13 de Outubro. Dia do fisioterapeuta.


A profissão que eu escolhi meio sem ter certeza, e na qual continuo aos trancos e barrancos, apesar dos pesares. Uma profissão tão bonita, mas tão difícil no nosso contexto atual.

Para mim, um dia de reflexão...

Não, não quero receber apenas parabéns e elogios.

O que quero são condições decentes de trabalho. Quero um piso salarial justo e digno, e quero que o cumprimento desse piso seja sempre fiscalizado. Quero a segurança das leis trabalhistas respeitadas. Quero benefícios - os obrigatórios e os extras, por que não? Quero o fim dos subempregos, da exploração que só faz prejudicar profissionais e pacientes. Quero que denúncias sejam investigadas seriamente e que discrepâncias sejam corrigidas. Quero respeito dos planos de saúde e um pagamento justo pelos serviços prestados. Quero a mudança desse modelo cruel que muitas vezes obriga o profissional a olhar mais para a quantidade do que para a qualidade dos atendimentos. Quero concursos públicos com vagas suficientes para atender à demanda da população que hoje se vê praticamente sem alternativas.

Quero uma classe unida, que lute junta por seus direitos. Quero que desapareça das nossas bocas esse discurso de que a fisioterapia está do jeito que está por culpa dos profissionais que se sujeitam a condições de trabalho ruins. Porque afinal, quem em sã consciência aceitaria um emprego ruim se não estivesse em situação de plena necessidade? A corda arrebenta do lado mais fraco... por isso repito: não, a culpa não é do profissional. As leis trabalhistas foram criadas tantos anos atrás justamente para proteger os trabalhadores deste tipo de situação. Eles não são os réus desse julgamento, são as vítimas.

E se um colega de profissão é desrespeitado nos seus direitos, não somos todos nós?

Então o que eu quero mesmo, hoje e sempre, mais do que textos bonitos nas redes sociais, é a real valorização da fisioterapia.

Por enquanto, é apenas um ideal.... um ideal que, como classe, só vamos alcançar unidos. Juntos.

Vamos?

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Fernanda.