23 de fev de 2016

Hello from: Walking Street.

Pois bem: como a maioria dos estrangeiros que vêm à Pattaya, eu também fui conhecer a Walking Street. Conforme comentei no outro post, lá é o point da vida noturna da cidade... Eu confesso que realmente fui a título de curiosidade, porque esse tipo de entretenimento não é a minha praia. Mas com certeza faz parte da experiência de visitar Pattaya. ;)

Então, dá um clique aí embaixo para continuar lendo meu relato sobre a ocasião... ;)

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A Walking Street antes de ficar muito cheia...
Fui à Walking Street em um sábado. Chegamos por volta das 19:30h, o que pode ser considerado cedo, pois (obviamente) o movimento começa a aumentar com o passar das horas - a noite é uma criança! Os neons já começavam a brilhar por todos os lados, mesmo que boa parte dos estabelecimentos ainda estivesse abrindo. Uma verdadeira guarnição policial logo na entrada, com direito a carros e vários policiais. Muita gente circulando. Logo na chegada levei uma trombada de uma chinesa, tão forte que até me arranhou o braço. Muitos turistas, muitos guias turísticos carregando bandeirinhas no alto para que as pessoas de suas respectivas excursões pudessem identifica-los no meio da muvuca e segui-los. Restaurantes, bares, música. Um bar com um ringue onde dois rapazes esperavam para começar a encenar uma luta de boxe tailandês. Um prédio replicando o Moulin Rouge. Várias carrocinhas de sorveteiros turcos, na maioria bastante simpáticos. Barraquinhas vendendo souvenires e blusinhas com os dizeres  Pattaya. Farmácias, alfaiatarias, 7-elevens. Decorações do ano novo chinês. Artistas de rua, pintores, estátuas vivas. E já um número considerável de "profissionais" se posicionando ao longo da via, bem como pessoas expondo seus menus (depois falo deles).

A rua é consideravelmente comprida, e passar por ela na ida já foi um tanto chocante. Muita informação, muita luz, muita cor, muito barulho, muita gente andando, falando, oferecendo serviços... é bem louco.


Mas, seguimos. Havíamos entrado na Walking Street pela Beach Road, e saímos pela outra ponta, um pouco menos movimentada, com hotéis bem agradáveis e restaurantes chiques. Andando mais um pouco, acabamos na área próxima ao píer, de onde saem barcos para passeios e para ilhas próximas, com vista para o letreiro de Pattaya. Muitos turistas. Paramos, tiramos algumas fotos (que ficaram horríveis), observamos uma quantidade absurda de ratos passeando pelas pedras da praia um pouco abaixo de nós (ugh), e seguimos para o píer.

Percorremos todo o píer, verdadeiramente amontoado de turistas apressados. Mais música, mais vozes. Muito barulho. No final do percurso, barcos completamente iluminados com neons coloridos, neons nas cores do arco íris. Uma multidão de turistas saindo dos barcos, outra multidão esperando para entrar. Muita agitação.

No meio do percurso, uma das coisas que mais me perturbou em toda a noite: passamos por três meninas fazendo performances no píer. Duas delas com aproximadamente cinco anos, vestidas com roupas coloridas que pareciam típicas, dançando e cantando. A terceira com uns nove anos, vestindo shorts curtíssimos e um top, dançando uma dança que, ao contrário da das outras meninas, não era nada infantil, cheia de rebolados, caras e bocas. Alguns turistas paravam para observar e colocavam dinheiro para as meninas. Do outro lado da calçada, os adultos que as acompanhavam (se eram parentes ou outra coisa eu não sei) observavam. E encaramos aquelas cenas sem saber o que fazer, principalmente no caso da menina mais velha... Apenas o fato de elas estarem ali, à noite, naquele ambiente, se apresentando, já me parece errado demais. Espero de verdade que elas apenas dancem, e nada mais. Porém... não sei. :(

Enfim. Saímos do píer, e voltamos por onde viemos. Já era por volta das 21h e a rua estava mais movimentada: mais gente, mais barulho, mais música. Escolhemos um restaurante e paramos para jantar. Ambiente até agradável, um pouco isolado da bagunça, porém numa varanda aberta o suficiente para observar o movimento.  Comida mais ou menos. No restaurante ao lado, uma banda surpreendentemente boa apresentando músicas americanas, incluindo Taylor Swift. Na calçada em frente, um coração vermelho enorme de comemoração ao dia dos namorados (Valentine's Day), onde inúmeras pessoas paravam para tirar fotos.

De volta para a rua, já mais de 22h e ainda mais movimentada. Todos os estabelecimentos já abertos, mais neons do que antes. Ainda mais barulho, mais vozes, mais músicas vindas de todos os lados, se misturando. E muito mais "profissionais" por praticamente toda a rua, uma ao lado da outra, com suas roupas curtas, às vezes temáticas, esperando. As que trabalham nas boates posicionadas em suas portas, acenando, chamando aos gritos as pessoas que passam para entrar, principalmente homens sozinhos. A competição é acirrada. Bares mais cheios, com mulheres em trajes diminutos fazendo performances de pole dance. Mulheres dançando em vitrines no alto de alguns dos prédios. No ringue de boxe tailandês agora há um cara aparentemente encantando uma cobra, e eu pensando que caos seria se aquele bicho fugisse e se enfiasse no meio da multidão. E as pessoas com os menus mais frenéticas e invasivas do que antes - ah sim, mas o que são os menus? Basicamente são encartes oferecendo, hã, "serviços" (se é que vocês me entendem) com o valor de cada um deles; mas como a barreira do idioma é sempre complicada, eles são ilustrados com fotos. E digamos que essas fotos são bastante explícitas, para não haver dúvidas. Então, enquanto você está andando por ali a todo momento pula alguém na sua frente acenando com um negócio daqueles bem na sua cara. E você diz que não quer, mas eles insistem. E quando desistem, logo aparece outro. É rude e constrangedor. Da minha parte, já estava evitando até fazer contato visual com qualquer pessoa, com medo de encararem como uma demonstração de interesse ou coisa que o valha.

Ah, sim: e no meio de tudo isso, um número considerável de famílias de turistas passeando tranquilamente, inclusive com crianças. Vi até uma mãe com um bebê que não parecia ter mais de um ano.

Bastante surreal.

Por fim, chegamos ao final da rua. *suspiro* De volta à Beach Road para uma caminhada até o ponto do songthaew, que sai lotado: talvez cinco pessoas em empoleiradas em pé e o carro tão inclinado pelo peso que dá a sensação de estar prestes a capotar. Sobe um gringo com cara de russo, bêbado, acompanhado de uma moça thai. Gringo parece bastante animado pro lado da moça, nem liga pro songthaew lotado e fica dando demonstrações de babaquice fazendo gracinhas para ela, que não dá a menor bola. Gringo puxa o sinal um pouco antes do nosso ponto, ele e moça thai descem. Chegamos, puxamos o sinal, descemos também.

Ainda atordoada depois de tanta agitação, decido que mereço um sorvete. Passamos no 7-eleven, saio com um Cornetto na mão, e voltamos para casa. Para a noooossa alegria! #oremos

Fim.
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E essa foi minha aventura na Walking Street. Achei que daria um post menor... mas, que coisa, rendeu bastante assunto. ;)

Valeu a pena conhecer para matar a curiosidade, mas não acho que eu vá voltar - pelo menos, não à noite. Realmente, como já disse, não é um ambiente que me atraia. Porém, para quem ficou curioso e quiser ter um bom vislumbre do que é caminhar pela Walking Street, recomendo clicar aqui(Claro, com a diferença de que estava mais cheio no dia que fui) ;)

E por hoje é só. Outra hora volto com mais blá blá blá sobre a Tailândia. ;)

Beijos!

4 comentários:

  1. Nossa que loucura!!! Esse tipo de lugar também não é minha praia, mas posso dizer que conheço a distância rsrs

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  2. Que lugar... Louco! Acho que eu faria como você, ir uma vez e pronto.

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    Respostas
    1. Pois é. Não tem como vir aqui, e não ir. Mas uma vez já tá mais do que bom. ;)

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Obrigada pela visita, e volte sempre!

Fernanda.